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Artigo Original

Relationship between oral intake and severity of Acute Stroke

Relação entre ingestão oral e gravidade do Acidente Vascular Cerebral Agudo

Bárbara Carolina Brandão; Magali Aparecida Orate Menezes da Silva; Caroline Garcia Rodrigues; Marina Dipe Damando; Luciano Garcia Lourenção

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Abstract

Purpose: To correlate stroke severity with oral intake level of the studied population and compare the two factors at the time of admission and after swallowing management. Methods: A total of 137 patients hospitalized in the cerebral vascular accident unit (CVAU) of a teaching hospital participated. During the stay at CVAU, the patients were submitted to daily neurological evaluation and application of National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS), to evaluate the severity of stroke, ranging from zero (without evidence of neurological deficit) to 42 (in coma and unresponsive). Functional Oral Intake Scale (FOIS), which is a marker for evolution of oral intake and ranges from level one (nothing oral) to seven (oral total restrictions). Data from the NIHSS and FOIS scales of admission and discharge were analyzed and compared to verify association between improvement of oropharyngeal dysphagia with functional improvement of individuals. Results: At admission, 63 (46.0%) patients had mild strokes, 38 (27.7%) had severe and very severe stroke; 46 (33.6%) had oral intake and need for special preparation or compensations. At discharge, there was an increase in patients with mild stroke (76 - 55.5%); oral intake without special preparation or compensations, but with food restrictions (18 - 13.1%), and oral intake without restrictions (44 - 32.1%). Conclusion: The level of oral intake increased as the severity of stroke decreased. Speech and language therapy contributed to a decrease in stroke severity and improvement in oral intake.

Keywords

Deglutition Disorders, Stroke, Neurological Rehabilitation, Eating, Speech, Language and Hearing Sciences 

Resumo

Objetivo: Correlacionar gravidade do AVC com nível de ingestão oral desta população e comparar os dois fatores mencionados na admissão e após gerenciamento da deglutição. Método: Participaram 137 pacientes internados na Unidade de Acidente Vascular Cerebral (UAVC) de um hospital de ensino. Durante a permanência na UAVC, os pacientes foram submetidos diariamente a avaliação neurológica e aplicação da escala National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS), para avaliação da gravidade do AVC, que varia de zero (sem evidência de déficit neurológico) a 42 (paciente irresponsivo, em coma). Após cada atendimento fonoaudiológico diário, foi aplicada a escala de ingestão oral Functional Oral Intake Scale (FOIS), que consiste em um marcador para evolução da ingestão por via oral e varia do nível um (nada por via oral) a sete (via oral total sem restrições). Os dados das escalas NIHSS e FOIS de admissão e alta foram analisados e comparados, para verificar associação entre melhora da disfagia orofaríngea com melhora funcional dos indivíduos. Resultados: Na admissão, 63 (46,0%) pacientes apresentaram AVC leve e 38 (27,7%), grave e gravíssimo; 46 (33,6%) com ingestão oral e necessidade de preparo especial ou compensações. Na alta, houve aumento de pacientes com AVC leve (76 - 55,5%); ingestão oral sem necessidade de preparo especial ou compensações, porém com restrições alimentares (18 - 13,1%), e ingestão oral sem restrições (44 - 32,1%). Conclusão: O nível de ingestão oral aumentou conforme a gravidade do AVC diminuiu. O atendimento fonoaudiológico contribuiu para diminuição da gravidade do AVC e melhoria da ingestão oral.

Palavras-chave

Transtornos de Deglutição, Acidente Vascular Cerebral, Reabilitação Neurológica, Ingestão de Alimentos, Fonoaudiologia

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Submetido em:
10/07/2019

Aceito em:
22/09/2019

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